Dra. Mylene reforça importância da Lei Maria da Penha e do enfrentamento à violência contra a mulher

No mês em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos, médica e vice-prefeita de Castanhal chama atenção para os diferentes tipos de violência e para a importância de romper o silêncio

O mês de agosto é marcado pela mobilização nacional de enfrentamento à violência contra a mulher e, em 2026, ganha um significado ainda mais especial: a Lei Maria da Penha completa 20 anos como um dos principais instrumentos de proteção às mulheres vítimas de violência no Brasil.

Médica e vice-prefeita de Castanhal, Dra. Mylene Costa chama atenção para o tema e reforça a necessidade de manter a sociedade mobilizada diante de uma realidade que ainda atinge milhares de brasileiras.

Ao abordar o assunto, Dra. Mylene destaca que a violência contra a mulher não começa necessariamente com uma agressão física. Ela pode estar presente em comportamentos de controle, ameaças, humilhações, violência psicológica, moral, patrimonial e sexual.

Reconhecer esses sinais é uma das etapas fundamentais para interromper o ciclo de violência.

“Precisamos ampliar o nosso olhar. Muitas vezes, a violência começa de uma forma que parece pequena, vai aumentando e pode chegar a situações extremamente graves. Nenhuma mulher deve considerar normal viver uma relação marcada pelo medo, pela humilhação ou pela agressão”, alerta Dra. Mylene.

Confira aqui, o vídeo gravado pela dra. Mylene em seu Instagram

Uma lei que mudou a proteção às mulheres

Sancionada em agosto de 2006, a Lei Maria da Penha estabeleceu mecanismos específicos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher, além de fortalecer as medidas de proteção às vítimas.

Duas décadas depois, a legislação representa uma conquista histórica, mas os casos de agressão e feminicídio registrados em diferentes regiões do país demonstram que o enfrentamento à violência precisa continuar sendo uma responsabilidade compartilhada entre poder público e sociedade.

Para Dra. Mylene, falar sobre o assunto também é uma forma de prevenção.

É necessário estimular as mulheres a identificarem relacionamentos abusivos, buscarem ajuda e denunciarem situações de violência. Ao mesmo tempo, familiares, amigos e pessoas próximas precisam estar atentos aos sinais e oferecer uma rede de acolhimento.

Informação também protege

O Agosto Lilás amplia essa discussão e reforça que combater a violência contra a mulher passa pela informação, pela prevenção, pelo acolhimento e pela existência de uma rede capaz de proteger quem decide romper o ciclo de violência.

Dra. Mylene reforça ainda um chamado para que as mulheres não permaneçam sozinhas diante de situações de abuso.

“Esse é um convite para que todas nós estejamos atentas. À nossa própria realidade e também às mulheres que estão ao nosso redor. Combater a violência contra a mulher é uma responsabilidade de todos nós.”

Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, a mensagem permanece atual: violência contra a mulher não pode ser naturalizada, relativizada ou silenciada.

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